domingo, 27 de fevereiro de 2011

retorno

amigo!
em março estarei retornando a realizar as ações em prol da doença falciforme e outras hemoglobinopatias em Corumbá-MS. o governo do estado(sec. est. educação) já me cedeu para a Sec.Mun.de Saúde(Corumbá); só falta a Sec. Mun. Educação de Corumbá  me ceder para que eu possa ficar em horário integral para realizar as açõess em prol da saúde da população negra desta cidade.
DAVI VITAL DO ROSÁRIO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

BUSCA ATIVA

ESTOU REALIZANDO  A BUSCA ATIVA E CADASTRANDO TODOS OS PORTADORES DE TRAÇO E ANEMIA FALCIFORME QUE RESIDEM NA CIDADE DE CORUMBÁ E LADÁRIO.
QUEM É PORTADOR  OU CONHECE QUEM É, FAVOR ENTRAR EM CONTATO COMIGO (DAVI / 9955-3862) OU COM UM AGENTE DE SAÚDE DO SEU BAIRRO.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

PROGRAMAÇÃO 2010

II ENCONTRO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE  ANEMIA FALCIFORME

* CURSO BÁSICO DE ANEMIA FALCIFORME PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E SOCIDADE CIVIL

DATA: 11 A 13/05/10

LOCAL: ASSOCIAÇÃO MÉDICA

CIDADE: CORUMBÁ-MS

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CAMPO GRANDE SEDIARÁ UM ENCONTRO QUE TERÁ COMO TEMA A ANEMIA FALCIFORME

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DIRETORIA GERAL DE ATENÇÃO Á SAÚDE COORDENADORIA ESTADUAL DE ATENÇÃO BÁSICA GERÊNCIA DAS AÇÕES DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL CAPACITAÇÃO PARA ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA E AGENTE COMUNITÁRIO ONDE HÁ COMUNIDADES QUILOMBOLAS RURAL E URBANA. 27 e 28 de agosto de 2009. PROGRAMAÇÃO 27.08.2009-QUINTA-FEIRA MANHÃ 07 h 30 min – 8 horas – Credenciamento 8 horas – 8 h 30 min – Apresentação das Ações da ESF do MS . Karine Cavalcante da Costa – 30 minutos . Gerente da ESF-MS 8 h 30 min – 9 h 10 min. – Dados Epidemiológicos do DST/MS Dados Epidemiológicos de Campo Grande/MS Hepatite . Clarice Pinto – 40 minutos 9 h 10 min. – 9 h 40 min. – FUNASA . Saneamento Ambiental . Educação e Saúde . Aldírio Sergio Rodrigues - 30 minutos . Técnico do Saneamento Ambiental 9 h 40 min. – 10 horas - INTERVALO – 20 minutos 10 horas – 10 h 30 min. – Hipertensão e Diabetes . Zuzane Vargas – 30 minutos . Gerente do Hiperdia 10 h 30 min – 11 horas – TB e Hanseníase . Marli Marques – 30 minutos . Gerente TB e Hanseníase 11 horas – 11 h 40 min. – Aleitamento Materno e Saúde da Mulher . Fátima Cardoso Cruz Scarcelli – 40 minutos . Gerente da Saúde da Criança e Aleitamento Materno 11 h 40 min – 12 horas – Tracoma . Aneth da Silva Benites- 20 minutos . Gerente Técnica do Tracoma 12 horas – 14 horas – ALMOÇO – 2 horas TARDE 14 horas – 14 h 30 min. – Atividades Físicas no Ciclo de Vida Esporte Traço/Anemia Falciforme . Prof. Davi Vital do Rosário – 30 Minutos . Coordenador dos Projetos Especiais e Sociais . Fundação Esporte Corumbá - FUNEC 14 h 30 min- 14 h 50 min. – Saúde do Homem . Vera Regina Dalla Vechia Biolchi-20 min. . Gerente da Saúde do Homem 14 h 50 min – 15 h 20 min. – Saúde do Adolescente . Vera Lucia Silva Ramos – 30 minutos . Gerente da Saúde do Adolescente 15 h 20 min – 15 h 40 min- COFFEE BREAK – 20 minutos 15 h 40 min – 16 h 10 min – Programa Vale Renda . Yrama Barbosa de Barros – 30 minutos . Superintendente de Benefícios Sociais Programa Vale Renda – SETAS 16 h 10 min – 16 h 40 min – Programa Bolsa Família . Cristiane Elisabete Lucca da Silva -30 min. . Técnica do Programa Bolsa-Família . SETAS 16 h 40 min – 17 horas - Tema Livre 28.08.2009- SEXTA-FEIRA MANHÃ 8 horas – 8 h 30 min – Traços e Anemia Falciforme . Eliana Dalla Nora – 30 minutos . Gerente Técnica da Hemorrede . HEMOSUL/SES 8 h 30 min – 8 h 50 min. - Saúde do Idoso . Janaine Moraes Vilela Escobar – 20 minutos . Gerente da Saúde do Idoso 8 h 50 min – 9 h 10 min – Alimentação e Nutrição . Janaine Moraes Vilela Escobar (Representar a Gerente da Alimentação e Nutrição-Maria Aparecida de Almeida Cruz- Licença Médica) – 20 minutos 9 h 10 min – 9 h 30 min – Saúde no Sistema Penitenciário . Maria Jesus Nasser Viana - 20 minutos . Gerente da Saúde no Sistema Penitenciário e UNEIS 9 h 30 min – 9 h 50 h – Saúde de Pessoa com Deficiência . Ivone Alves Rios – 20 minutos . Gerente da Saúde de Pessoa com Deficiência 9 h 50 min– 10 h 10 min – Alcoolismo . João Batista Paiva – 20 minutos . Técnico da Gerência da Saúde Mental 10 h 10 min – 10 h 30 min - CAPS . Dilma Castro Costa – 20 minutos . Gerente da Saúde Mental 10 h 30 min – 11 horas - Encerramento 11 horas - Almoço LUCINDA PEDROSA DO ROSARIO Gerente da GAPIR/CEAB/DGAS/SES/MS

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ANEMIA FALCIFORME - PARTE II - DR. ÉMERSON

A DOENÇA Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos,bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. Como resultado causa dano ao tecido circunvizinho e provoca dor. O curso da doença é variável. Há doentes que apresentam problemas sérios com mais freqüência e outros têm problemas esporádicos de saúde. A anemia falciforme não deve ser confundida com traço falciforme. Traço falciforme significa que a pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. PADRÃO DE HEREDITARIEDADE A doença falciforme é uma doença herdada em que, os glóbulos vermelhos, diante de certas condições, alteram sua forma e se tornam parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Os glóbulos vermelhos em forma de foice se agregam e dificultam a circulação do sangue nos pequenos vasos do corpo. Com a diminuição da circulação ocorrem lesões nos órgãos atingidos, causando dor, destruição dos glóbulos, icterícia(olhos amarelados) e anemia. “VISITE SEMPRE SEU MÉDICO; POIS ELE É MUITO MAIS QUE UM PROFISSIONAL, ELE É O SEU AMIGO...” Dr. ÉMERSON F. MOREIRA

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ANEMIA FALCIFORME - PARTE I - DR. ÉMERSON

ANEMIA FALCIFORME HISTÓRICO A anemia falciforme tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se na áfrica, no Brasil estima-se que 03 de cada 100 pessoas são portadoras do traço de anemia falciforme e 01 em cada 500 negros brasileiros nasce com uma forma de doença. Diante deste quadro é possível deduzir-se que AA miscigenação racial existente no Brasil está gerando a continuidade desta anemia, conforme ratifica a literatura científica brasileira, apontando de forma contundente que anemias hereditárias no país constituem um grave problema de saúde pública. A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, causada por anormalidade da hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-os para os tecidos. Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando o formato de “foice”.
“VISITE SEMPRE SEU MÉDICO; POIS ELE É MUITO MAIS QUE UM PROFISSIONAL, ELE É O SEU AMIGO...” Dr. ÉMERSON F. MOREIRA

quarta-feira, 27 de maio de 2009

histórico da anemia falcforme 1

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DIRETORIA GERAL DE ATENÇÃO Á SAÚDE COORDENADORIA ESTADUAL DE ATENÇÃO BÁSICA GERÊNCIA DAS AÇÕES DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL OBJETIVO PRIMORDIAL Promover uma mudança na história natural da anemia falciforme no Brasil, reduzindo a taxa de mortalidade e de adoecimento dessas pessoas. HISTÓRICO DA ANEMIA FALCIFORME Alteração genética que determina a doença Anemia Falciforme é decorrente de uma mutação dos genes (estrutura intracelular responsável pelas características hereditárias familiares) ocorrida há milhares de anos, predominantemente, no continente africano onde houve três mutações independente, atingindo os povos do grupo lingüístico Bantu e os grupos étnicos Benin e Senegal. Vários pesquisadores associam a mutação genética como resposta do organismo à agressão sobre os glóbulos vermelhos pelo Plasmodiun falciparum, agente etiológico da malária. Nas regiões da África, onde se deram as mutações, o gene HbS pode ser encontrado na população, em geral, em uma prevalência que varia de 30 a 40% e também ocorreu na península árabe, centro da Índia e norte da Grécia. Vários povos da África Ocidental há séculos, possuíam conhecimento sobre a doença e os enfermos expressavam as dores causadas pelo vaso-oclusão e a intensidade da dor como. Ex: “nuidudui” (mastigar o corpo) “kenkon” (mordidas no corpo) “chwcheechwe” (termos onomatopéicos). Entre esses povos, era hábito identificar os portadores da doença com uma tatuagem incisional, de forma que não se unissem a pessoas com a mesma incisão ou às sadias. Com a emigração compulsiva dos povos africanos pela existência do escravismo na América e de emigração da África, o gene foi difundido a todos os continentes, constituindo-se, na atualidade, a doença genética prevalente de caráter mundial. A população das Américas apresenta diversidade étnica, resultante da união entre os distintos grupos étnicos-africanos, colonizadores espanhóis, portugueses e os nativos das Américas, os indígenas. No Brasil houve uma miscigenação primária de espanhóis e portugueses com os indígenas e, posteriormente, com grande contingente de população negra, com prevalência do gene da Anemia Falciforme variando entre 06 e 10%. O termo doença falciforme específica uma patologia na qual, pelo menos, uma das hemoglobinas é do tipo S, tais como: HbSS, HbSC,HbSTh. No estado de Mato Grosso do Sul a triagem neonatal está implantada desde o ano 2000 pelo IPED/APAE. No Brasil, a triagem neonatal está implantada a alguns anos para dois tipos de doença: fenilcetunúria e hipotireoidismo e, no ano de 2001, o governo federal incluiu a eletroforese da hemoglobina, exame que detecta Anemia Falciforme. Exame Glóbulo NORMAL Glóbulo FALCIFORME =  ou  Este exame não deve apenas ser informado, mas, precisa ser esclarecido, para que o consentimento seja livre, voluntário, consciente; não comportando vícios nem erros. Não pode ser obtido mediante prática de coação física, psíquica ou moral impeditivas da livre manifestação da vontade pessoal. O perfil social, econômicos e culturais dos doentes e familiares com Anemia Falciforme aponta que a abordagem da doença e dos procedimentos requer uma adequação da linguagem biológica para a linguagem popular, de forma a estabelecer um diálogo entre estes dois tipos de saberes. E, assim, possa decidir em ações como: diagnóstico neonatal aconselhamento genético, planejamento familiar, terapias experimentais e pesquisas evasivas. Os trabalhadores da saúde devem adotar esses critérios para servir adequadamente a comunidade, sendo sensíveis às crenças e desejos dos doentes e de suas famílias. Cabe também às várias organizações que compõem o Movimento Negro efetivar sua participação social no setor saúde, fiscalizando as ações e garantindo, assim, os princípios de autonomia e, conseqüentemente, da ética nas políticas públicas. ANEMIA FALCIFORME Os glóbulos vermelhos são células arredondadas e elásticas, que passam facilmente por todo os vasos sangüíneos do corpo, mesmo os mais finos. Existem milhões destas células circulando por todo o corpo. Dentro destas células, há um pigmento chamado hemoglobina que dá a cor vermelha ao sangue e também transporta oxigênio aos tecidos e órgãos; A maioria das pessoas recebe dos pais os genes para hemoglobina normal que são chamadas (A). Assim, estas pessoas como recebem genes maternos e paternos são denominadas “AA”. As pessoas com Anemia Falciforme recebem dos pais genes para uma hemoglobina anormal conhecida como hemoglobina S, ou seja, elas são SS. Quando diminui o oxigênio na circulação, os glóbulos vermelhos com a hemoglobina S podem ficar com a forma de meia lua ou foice, perdem a mobilidade e flexibilidade e são mais rígidos, por esse motivo têm dificuldade para passar pelos vasos sangüíneos, formando um aglomerado de glóbulos vermelhos que impede a circulação do sangue e o oxigênio para os tecidos e órgãos. TRAÇO FALCIFORME O Traço Falciforme não é uma doença, significa que a pessoa herdou de um dos pais o gene para hemoglobina A e do outro, o gene para hemoglobina S, ou seja, ela é AS. As pessoas com Traço Falciforme são saudáveis e nunca desenvolvem a doença. É importante saber, quando duas pessoas com o Traço Falciforme unem-se, elas poderão gerar filhos com Anemia Falciforme. Por isso, é importante que toda a pessoa independente de sua cor ou etnia façam o exame Eletroforese da Hemoglobina, antes de gerarem um filho. Estudos de biologia molecular revelam que a doença clinicamente se manifesta de forma desigual, de acordo com os diferentes grupos étnicos, dos quais as pessoas são originárias. Assim, as pessoas com Anemia Falciforme, classificadas como do tipo Bantu, têm a forma clínica muito grave. Quanto à distribuição, temos a alta freqüência do tipo Bantu no Brasil. Estas variações apontam a necessidade de se realizar estudos de biologia molecular e sobre a história natural da doença, determinando a composição étnica majoritária entre as pessoas com a doença e parâmetros de morbimortalidade por região. Atualmente, este estudo explica porque alguns doentes apresentam poucas manifestações clínicas, podendo manter suas atividades regularmente, enquanto outros são bastante debilitados. É importante que os familiares, assim como os profissionais de saúde entendam essas variações de um doente para outro e mesmo entre irmãos para não discriminarem os mais sintomáticos, como se estes estivessem simulando sintomas. O professor, assim como os profissionais de saúde, poderá ter em sua classe ou sobre seus cuidados no serviço de saúde, uma criança com poucas intercorrências ou, ao contrário, uma criança ou adolescente que necessitará de atenção especial e cuidados médicos hospitalares e de enfermagem com freqüência. CALENDÁRIO VACINAL DA CRIANÇA COM ANEMIA FALCIFORME . Nascimento – BCG intradérmico – Hepatite B. . 1 Mês - Hepatite B. . 2 Meses – Tríplice – Antipólio oral – Anti-Hemófilo do tipo B. . 4 Meses – Tríplice – Antipólio oral – Anti-Hemófilo do tipo B. . 6 Meses – Tríplice – Antipólio oral – Anti-Hemófilo do tipo B – Hepatite. . 9 Meses – Anti-sarampo . 15 Meses – Reforço Tríplice-Antipólio Oral - MMR-Reforço Anti-Hemófilo B. . 2 Anos – Anti-Pneumocócica. . 4 a 6 Anos – Reforço Tríplice e Antipólio oral. . 5 Anos – Reforço Anti-Pnemocócica. . > 6 Anos - Dupla tipo adulto a cada 10 anos. Calendário Básico de Vacinação da Criança IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS Ao nascer BCG - ID dose única Formas graves de tuberculose Vacina contra hepatite B (1) 1ª dose Hepatite B 1 mês Vacina contra hepatite B 2ª dose Hepatite B 2 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) (2) 1ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b VOP (vacina oral contra pólio) 1ª dose Poliomielite (paralisia infantil) VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (3) 1ª dose Diarréia por Rotavírus Vacina tetravalente (DTP + Hib) 2ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) 2ª dose Poliomielite (paralisia infantil) VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (4) 2ª dose Diarréia por Rotavírus 6 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b VOP (vacina oral contra pólio) 3ª dose Poliomielite (paralisia infantil) Vacina contra hepatite B 3ª dose Hepatite B 9 meses Vacina contra febre amarela (5) dose inicial Febre amarela 12 meses SRC (tríplice viral) dose única Sarampo, rubéola e caxumba 15 meses VOP (vacina oral contra pólio) reforço Poliomielite (paralisia infantil) DTP (tríplice bacteriana) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche 4 - 6 anos DTP (tríplice bacteriana 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche SRC (tríplice viral) reforço Sarampo, rubéola e caxumba 10 anos Vacina contra febre amarela reforço Febre amarela Calendário de Vacinação do Adolescente (1) (1) Adolescente que não tiver comprovação de vacina anterior, seguir este esquema. Se apresentar documentação com esquema incompleto, completar o esquema já iniciado.(2) Adolescente que já recebeu anteriormente 03 (três) doses ou mais das vacinas DTP, DT ou dT, aplicar uma dose de reforço. É necessário doses de reforço da vacina a cada 10 anos. Em caso de ferimentos graves, antecipar a dose de reforço para 5 anos após a última dose. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.(3) Adolescente que resida ou que for viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas, vacinar 10 (dez) dias antes da viagem. (4) Adolescente que tiver duas doses da vacina Tríplice Viral (SCR) devidamente comprovada no cartão de vacinação, não precisa receber esta dose.(5) Adolescente grávida, que esteja com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 5 (cinco) anos, precisa receber uma dose de reforço. A dose deve ser aplicada no mínimo 20 dias antes da data provável do parto. Em caso de ferimentos graves, a dose de reforço deve ser antecipada para cinco anos após a última dose. (1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.(3) É possível administrar a primeira dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias de idade (6 a 14 semanas de vida). (4) É possível administrar a segunda dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias de idade (14 a 24 semanas de vida). O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 4 semanas.(5) A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residam ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem. Calendário de Vacinação do Adulto e do Idoso (1) A partir dos 20 (vinte) anos, gestante, não gestante, homens e idosos que não tiverem comprovação de vacinação anterior, seguir o esquema acima. Apresentando documentação com esquema incompleto, completar o esquema já iniciado. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.(2) Adulto/idoso que resida ou que for viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas, vacinar 10 (dez) dias antes da viagem. (3) A vacina tríplice viral - SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola) deve ser administrada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiverem comprovação de vacinação anterior e em homens até 39 (trinta e nove) anos.(4) Mulher grávida que esteja com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 05 (cinco) anos, precisa receber uma dose de reforço. A dose deve ser aplicada no mínimo 20 dias antes da data provável do parto. Em caso de ferimentos graves, a dose de reforço deverá ser antecipada para cinco anos após a última dose.(5) A vacina contra Influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso.(6) A vacina contra pneumococo é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso nos indivíduos que convivem em instituições fechadas, tais como casas geriátricas, hospitais, asilos e casas de repouso, com apenas um reforço cinco anos após a dose inicial. Campo Grande-MS, 25 de setembro de 2008. LUCINDA PEDROSA DO ROSÁRIO Gerente da GAPIR/CEAB/DGAS/SES/MS CONTATO: SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - MS DIRETORIA GERAL DE ATENÇÃO À SAÚDE COORDENADORIA ESTADUAL DE ATENÇÃO BÁSICA GERÊNCIA DAS AÇÕES DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - GAPIR LUCINDA PEDROSA DO ROSÁRIO - Cel: 9936.5147 E-Mail: igualdaderacial@saúde.gov.br e rosario-lucinda@ibest.com.br Fone: (67)3318.1604 – Fax (67) 3318.1763 EDUCAÇÃO A) Aspectos Biológicos: A criança com Anemia Falciforme geralmente ficam atrasados em relação à série/ano e à idade escolar por causa da repetência. As manifestações clínicas diferem de um indivíduo para outro. Essas crianças podem perder em média de 40 a 50 dias do ano letivo, compro metendo seu rendimento escolar. Não precisa apenas ser estimulada e ter expectativa de futuro promissor, mas o educador informado e preocupado em ajudar o aluno pode observar melhor e informar-se com os familiares sobre os motivos das ausências na escola. A apatia, desânimo, cansaço fácil são intercorrências associadas à anemia. Respeitar o ritmo da criança. Orientar para a importância da higienização dos dentes, em casos de crianças com dentição danificada, priorizar o atendimento odontológico na escola ou unidade de saúde mais próxima. Infecção e Febre: A criança pode desenvolver septicemia (infecção generalizada) em menos de 24 horas, portanto a escola deve ficar atenta à febre da criança porque deve ser vista como um sinal de risco podendo chegar a 39,5°C, entrar em contato com os familiares, reforçando a importância de a criança ser levada ao serviço médico com urgência. E ficar atenta às vacinas, além as de rotina, devem ser vacinadas também contra hemophilus, pneumococos e hepatite B. PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES CLÍNICAS Dactilite – Síndrome Mão e Pé Não subestimar a dor porque pode ser muito forte acometendo, sobretudo os sistemas muscular e esquelético (braços, tórax, costas, abdômen e as pernas) “é como se estivesse esmagando o osso”. A criança poderá estar bastante agitada e gritar. Oferecer líquidos por via oral. Se a dor não regredir levar para o hospital. Icterícia Hemolítica A icterícia é um dos sinais que mais constrange essa criança porque os evidencia como doentes, frisar que ela não tem hepatite, que, no caso dela, a cor amarelada não é sinal de doença infecciosa. A dor abdominal persistente, náuseas e vômitos; buscar ajuda médica. Complicações Renais Facilitar e incentivar a ingestão de líquidos, enquanto a criança estiver na escola. Permitir que vá ao banheiro antes de iniciar cada aula ou a cada uma(1) hora. A urina é mais concentrada com co loração mais escura. Seqüestro Esplênico – envolve risco de vida Retenção de grande volume de sangue dentro do baço. É quadro agudo e grave, a evolução é rápida e caracteriza-se por palidez intensa, aumento do abdômen (baço), letargia (inércia, apatia) e desmaio. É uma emergência-levar com urgência ao hospital mais próximo. Asplenia Funcional Em razão dos constantes processos de vaso-oclusão no baço, este órgão tende a perder sua capacidade funcional, culminando som sua atrofia. Em doentes falciformes HbSS, isto ocorre até os cinco anos. A perda funcional e atrofia do baço representam um quadro clínico esperado. Observar vacinação e antibioticoterapia – penicilina, para reduzir as infecções. Episódio Aplástico Os glóbulos vermelhos são produzidos pela medula óssea. Em razão de uma infecção viral, esta produção poderá ser interrompida, independente de ter ou não Anemia Falciforme. Entretanto, neles a infecção é mais grave, visto á terem nível de hemoglobina baixo e glóbulos vermelhos que são destruídos com maior velocidade. Com a parada temporária da produção de glóbulos vermelhos, haverá agravamento da anemia. Os sintomas são: fraqueza, palidez, languidez, respiração rápida e taquicardia. Os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe. Palidez em crianças afrodescendentes deve ser observada em mucosa ocular e na base da unha - comunicar à família que a criança deverá ser hospitalizada. AVC – Acidente Vascular Cerebral (derrame) Intercorrência grave, que se caracteriza pela interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. Dependendo da área lesada e dos neurônios motores comprometidos, a criança apresentará fraqueza, paralisia lateral ou bilateral dos membros, paralisia facial-lateral, perda completa ou parcial da fala.. Embora possa haver uma recuperação significativa, em alguns casos, o AVC pode deixar déficit neurológico de maior ou menor gravidade. Pode haver dificuldade de aprendizagem e memorização, interferindo, assim, em seu desempenho escolar. A escola deve estar alerta a mudanças neurológicas ou motoras. Dor de cabeça, distúrbios visuais, mudanças de comportamento e queda no desempenho escolar podem ser sinais e sintomas do derrame. Geralmente, após o derrame, a recuperação dessas crianças é boa. Para evitar recidiva, essas crianças serão mantidas em programa de transfusão crônica, precisando ausentar-se da escola a cada 3 ou 4 semanas. Complicações Oculares Estão sujeitos a complicações oculares diversas, comprometendo a saúde ocular com perdas gradativas da visão. A retinopatia falciforme proliferativa pode causar cegueira. Observar a acuidade visual; ela pode ser perdida gradualmente. Manchas sanguinolentas na esclera (branco dos olhos) pode ser sinal de hemorragia retiniana. A criança deve fazer exame oftalmológico completo anualmente, ou seja, com avaliação da função interna dos olhos e não apenas da acuidade visual. Complicações Articulares Os processos vasos-oclusivos causam infarto na circulação óssea, provocando a necrose asséptica (morte do tecido, não relacionada à infecção). Em razão de grande solicitação da medula óssea na produção de glóbulos vermelhos, os ossos do crânio, ossos longos, vértebras e as grandes articulações sofrem transformações típicas da doença falciforme, alterando o formato dos ossos. Esta é uma intercorrência que pode afastar a criança por vários dias da escola. Ao retornar á escola, ela poderá estar utilizando aparelho ortopédico e envolve a auto-imagem e novas adequações emocionais no convívio escolar, em muitos casos, pode haver indicação de substituição protética do quadril. Úlceras de Perna São feridas que surgem ao redor do tornozelo e parte lateral da perna, bastante dolorosa e tendem a cronificar. Podem iniciar na adolescência e parecem ser mais freqüentes nos meninos. Essas feridas são constrangedoras aos adolescentes e limita muito suas atividades sociais, como ir á praia, usar bermudas, dormir na casa dos colegas, uma vez que precisam fazer curativos pelo menos 2 vezes ao dia. Qualquer traumatismo nas pernas deve ser cuidado com rigor, limpando a região diariamente com água e sabão neutro e protegendo com gaze e faixa. As úlceras tendem a se tornar crônicas, requerendo muita persistência e limpeza diária, pelo menos 02 vezes ao dia para sua cicatrização e manter a região sempre protegida com meias grossas. Evitar tênis de cano alto. Orientar sobre a necessidade de ingerir muito líquido, para manter o sangue mais fluido. Priapismo É a ereção prolongada e dolorosa do pênis, por obstrução dos vasos que irrigam esse órgão. A região poderá estar edemaciada (inchada) e extremamente dolorosa. Essa é uma intercorrência que interfere na auto-imagem e na segurança emocional, isso em decorrência dos códigos morais, sociais e educacionais que envolvem a sexualidade. As pessoas que vão ajudar devem ser habilidosas, mantendo uma postura profissional e ética não fazer piadas ou criar situações constrangedoras. A atitude irônica ou severa, como se a criança ou adolescente estivesse fazendo algo não permitido, é extremamente prejudicial ao desenvolvimento psicoemocional. É uma emergência urológica e como tal deve ser visto por todos. A não-intervenção adequada pede resultar em impotência. Resguardar a privacidade da criança ou adolescente. Oferecer líquidos e analgésicos e em alguns casos, caminhar um pouco ajuda a resolver o problema. Não melhorando, buscar ajuda médica. Lembrar que o priapismo é acompanhado de dor muito forte e o aluno poderá estar inquieto, arredio, e não querer falar o que está ocorrendo. Retardo na Maturação Física e Sexual O doente falciforme aparenta ser mais novo que seus colegas da mesma idade. Na adolescência, isso pode ser motivo de constrangimento e mesmo de discriminação em algumas atividades sociais. No crescimento, esse retardo é decorrente do consumo calórico excessivo por causa das infecções, da hiperatividade cardiovascular para compensar a anemia, hiperatividade da medula óssea e interferência na produção hormonal. A maturidade sexual ocorre mais tarde para ambos os sexos. Geralmente, os doentes falciformes recuperam a altura. Neles, o período de crescimento inicia-se e termina tardiamente. Procurar integrar o adolescente em seu grupo por meio de atividades como: jogos, excursões, grupo de teatro, festas escolares. Embora tenham aparência infantil, essas crianças estão intelectualmente maduras, exceto se houver interferência de problemas neurológicos ou emocionais. As meninas devem ser orientadas quanto à menarca (1ª menstruação), que ocorrerá mais tarde. (B) Aspectos Psicológicos Estresse: A criança com Anemia Falciforme, geralmente, carrega consigo toda a instabilidade emocional causada por uma doença crônica, ou seja, crises dolorosas, procedimentos médicos invasivos, afastamento dos colegas e familiares por causa dos períodos de hospitalização. Manter a criança confortável e segura de que encontrará alívio para suas dores. Não subestimar a dor. Depressão: Após uma crise de falcização, a criança estará deprimida e mais fechada em si mesma. Como não compreende por que é diferente das outras crianças, tende a fechar-se em um círculo, no qual o medo aumenta a tensão e esta desencadeia as crises de dor num processo que leva algumas crianças a se ausentarem da escola mais do que as outras. Quando a criança revela não gostar de ir à escola, é importante averiguar quais os fatores que podem estar interferindo na relação escola/doente falciforme. Despertar aspectos positivos que reforce a auto-estima e resguardar a privacidade. Insegurança: A criança com Anemia Falciforme terá mais faltas na escola, em decorrência das crises de falcização. Isso pode variar. Algumas passam anos sem ter uma crise, outras têm crises freqüentes e chegam mesmo a perder o ano letivo por causa de falta. Embora sua inteligência seja normal, o aluno estará em desvantagem em relação a seus colegas pelas ausências às aulas. Ao retornar ás aulas, a criança, estará insegura em relação a seu desempenho escolar e se não encontrar um ambiente acolhedor que facilite sua integração ás atividades escolares, manter-se-á apática, pouco participativa, de forma que passa a ser percebida pelo professor e pelos colegas como alguém que tem menor potencial intelectual. Isolamento: Quase sempre essas crianças vêem-se sozinhas: de um lado o familiar sem nenhuma informação a respeito da Anemia Falciforme para ajudá-la a conviver com a doença. O professor também não tem informações porque a divulgação e o acesso a ela ainda não existem de forma ampla. A criança estará isolada com sua própria doença. Essas intercorrências influenciam seu mundo infantil, e a sensação de perda e insegurança passa a ser uma constante ameaça. Os companheiros de classe devem ser informados da doença e de sua situação para que possam contribuir para sua adaptação e integração com o grupo, dando-lhe apoio e compreensão. Desempenho Escolar: A criança com Anemia Falciforme tem o mesmo potencial intelectual que as outras, com exceção das que tiveram derrame cerebral com comprometimento neurológico de grande monta, necessitando estar em grupo com um ritmo mais adequado ao dela. Nossa sugestão é que seja feito um planejamento no início do ano, de forma que o aluno possa acompanhar o ano letivo e ter um bom desempenho, reconhecer os recursos e pessoas disponíveis para ajudarem a criança. Educadores envolvidos nessa proposta devem buscar formas de vencer este desafio. No ambiente escolar, são professores e colegas que a fazem sentir-se aceita e integrada ao grupo. RELAÇÕES INDIVIDUAIS E GRUPAIS Mãe e educadores deverão ser zelosos a respeito da criança, pois desejam o melhor para ela. Esta relação deve ser fortalecida à medida que os laços e a compreensão de ambos a respeito da criança e da doença vão aumentando. RELAÇÃO COM O ALUNO Toda criança precisa de ajuda para lidar com a outra em termos adaptativos. O educador habilidoso poderá ajudar introduzindo as necessidades específicas do doente falciforme dentro do programa de saúde ou de biologia. Os educadores devem explicar aos alunos a razão dos cuidados e diferenciações concedidas a essas crianças, evitando conflitos tanto para quem as recebe e não entende o porquê de ser diferente, quanto para aqueles que não podem usufruir dessas concessões. ORIENTAÇÃO VOCACIONAL A orientação profissional para essas crianças deve ser direcionada para atividades profissionais que não requeiram muito esforço físico nem as exponha a ambientes com temperaturas excessivas. As atividades mais indicadas seriam as burocráticas, intelectuais ou sedentárias. Daí, a importância desses alunos estudarem e terem um bom aproveitamento em suas atividades escolares. Ela precisa de desafios para sentir-se integrada a seu meio, vivendo a infância e adolescência com os mesmos interesses, desafios e problemas que seus colegas, para que seu aprendizado na escola seja-lhe útil no futuro. Conclusões: Anemia Falciforme, uma doença com dimensão humana, cultural, e étnica. Poderá ser inserida nas discussões e programações escolares, integrando-se ás ações de ciências, história, biologia, geografia. Estes aspectos irão contribuir para diminuir o estigma e o preconceito sobre a doença e o doente, operando mudanças na sociedade, cujas diferenças sociais são acentuadas e desiguais. AGRAER: ALIMENTAÇÃO A alimentação é a base de tudo. O organismo tem mecanismos reguladores do meio interno; contudo, o alimento influencia consideravelmente o meio interno como o sangue, através dele os componentes nutricionais circulam e chegam a cada órgão, dando ao organismo as condições necessárias para seu crescimento e desenvolvimento. Toda família deve ser estimulada e orientada a fazer horta caseira para seu próprio sustento, enriquecendo a alimentação do falcêmico como de toda a família. Plantar: rúcula, couve, espinafre, pimentão, alface, salsa, coentro, etc... Necessitam de dieta equilibrada por causa da destruição rápida dos glóbulos vermelhos, infecções de repetição, crises dolorosas, situações estas que aumentam o consumo calórico. Para elas, os alimentos devem conter proteínas, sais minerais, vitaminas e calorias para ajudar na formação de novas células. Como deve ser a alimentação? Como há um estado de maior necessidade calórica do organismo causado pela Anemia, a alimentação deve ser equilibrada. Para isto devem estar presentes na alimentação diariamente: pães e derivados, margarina, leite e derivados, açúcares (doces), cereais leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico), carnes (boi, frango ou peixe), legumes (utilizar as folhas normalmente dispensadas, como por exemplo, de beterraba), verduras, frutas, óleo vegetal. ESPORTE: Atividades Físicas A criança tende a se cansar rapidamente. Encoraja-os a participar de todas as atividades físicas planejadas na escola. Entretanto, devem ter permissão para descansar ou parar quando sentirem necessidade. A criança deve aprender a trabalhar com seu próprio limite. Quanto às atividades físicas extenuantes, prolongadas ou altamente competitivas, estas não são recomendadas ás crianças com doença falciforme. No planejamento anual, deve ser discutida com o professor de educação física uma forma de integrar essa criança às atividades físicas mais adequadas, em especial, a criança que gosta, tem habilidade e destreza para atividades esportivas. Se forem excluídas, sentir-se-ão muito frustradas, em especial, aquelas que tiveram diagnóstico tardio, e que até esse momento haviam participado normalmente. O professor pode incluir a criança na maior parte das atividades, se ela assim o desejar, respeitando sua limitação natural. Poderá atribuir-lhe alguma tarefa auxiliar como ser juiz, marcar o número de pontos feitos pelas equipes, organizar o material esportivo, etc. É importante descobrir formas de essas crianças sentirem-se úteis e integradas a seu grupo, fortalecendo sua auto-imagem. A natação em água fria não é recomendável nem outras que as exponham as temperaturas excessivas, uma vez que esses fatores podem ser desencadeadores de episódios dolorosos. CULTURA Ao contextualizarmos as necessidades específicas requeridas por essas crianças, devemos enfocar que elas são adaptativas para uma vida positiva, destacando sua capacidade de desenvolvimento o que lhes propicia as possibilidades de desenvolvimento. A imagem corporal é importante para a auto-estima. A criança precisa e deve ser encorajada a participar de todas as atividades para sentir-se integrada a seu meio. A atividade deve ser direcionada para um lazer sem muito esforço físico, pois teem limitações funcionais ou anatômicas. Podem participar de danças, teatros, bandas musicais, corais, artesanatos, etc... respeitando sua habilidade, seu limite físico, a cultura e o bom desempenho escolar e extra-curricular ASSISTÊNCIA SOCIAL . Acompanhar a família, a escola, etc... no tratamento da Anemia Falciforme; . Sensibilizar os movimentos sociais em direção à efetivação de políticas públicas direcionadas a reduzir a morbimortalidade pela doença; . Estimular a efetivação de um sistema de atendimento com diagnóstico precoce, aconselhamento genético, tratamento e orientação e apoio psicopedagógico e social; . É importante considerar que a mãe convive diariamente com complicações clínicas da doença, dificuldades financeiras e recursos de saúde limitados; . Em muitos momentos, a mãe sente-se desamparada e nem sempre recebe um apoio efetivo por parte de seu companheiro; . Em todos os relatos de experiências vividas pelos doentes falciformes adultos, o fato demonstra a sobrecarga á qual a mulher, mãe, está sujeita e, em alguns casos existem famílias com mais crianças com a mesma doença; . Dar total apoio às famílias onde tenha um (ns) portador (es) de Anemia e Traço Falciforme.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

HEMOGLOBINOPATIAS

PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO A GESTANTE Instituto de Pesquisas, Ensino e Dignóstico. . O Que é? . Hemoglobinopatias são doenças genéticas decorrentes de anormalidades na estrutura ou na produção de hemoglobina, molécula presente nos glóbulos vermelhos e responsáveis pelo transporte do oxigênio para os tecidos. . São as doenças genéticas mais comuns em todo o mundo. Mais de 800 defeitos estrutu rais da hemoglobina já foram identificados, sendo a anemia falciforme a hemoglobinopatia mais conhecida. Os defeitos na taxa de produção das cadeias de hemoglobina são as talas semias (alfa ou beta-talassemias de acordo com a cadeia cuja síntese está alfa prejudicada). A hemoglobina é uma proteína formada por duas cadeias alfa (codificadas por um gene) e por duas cadeias beta (codificadas por outro gene). As hemoglobinopatias são causadas por uma alteração em um desses genes, afetando a estrutura da molécula (hemoglobinopatias são causadas por uma alteração em um desses genes, afetando a estrutura da molécula (hemoglobina estrutural) ou sua taxa de produção (talassemia). Desde 06 de junho de 2001 a portaria 822 do Ministério da Saúde oferece o teste gratuitamente, pelo SUS, a todos os recém-nascidos (RN)). . Como se manifesta? . As manifestações clínicas das hemoglobinopatias variam muito de acordo com o tipo de problema apresentado. As crianças com anemia falciforme (que tem esse nome por que os glóbulos vermelhos apresentam a forma de foice) produzem hemoglobina S no lugar da hemoglobina A normal, sendo altamente suscetíveis à anemia hemolítica (por ruptura dos glóbulos vermelhos) e a infecções que podem levar à sépsis( infecção generalizada do sangue). Obstruções em pequenos vasos causam quadro de dor e comprometem progressivamente a função de órgãos e tecidos. As alterações nas hemácias afetam também o baço, que aumenta muito de tamanho e contribui ainda mais para anemia. As talassemias, caracterizadas por deficiente produção de hemoglobina, são marcadas clinicamente pela presença de anemia. . Frequencia? A anemia falciforme é bastante comum em negros. Estima-se que o gene esteja presente em 6 a 10% dos negros americanos, o que leva a doença a doença em 1 para cada 400 a 1000 nascimentos nesse grupo populacional. No Brasil, a alta taxa de miscigenação difundiu a doença em praticamente todos os grupos populacionais, principalmente nas populações do Norte e Nordeste. As talassemias são mais freqüentes em populações descendentes de grupos originários do Mediterrâneo (italianos, espanhóis entre outros). Em seu conjunto, estima-se que 5% de toda a população mundial seja portadora de algum distúrbio de hemoglobina. No Brasil, estima-se que em determinadas regiões a doença falciforme (aqui definida como hemoglobinopatia na qual a hemoglobina S está associada a outra variante patológica de hemoglobina), tem uma incidência de 3 em 1.000 nascidos vivos, e cerca e 7 a 10% são heterozigotos (apenas portadores do traço Falcêmicos). . Tratamento? .Embora não exista ainda cura para as hemoglobinopatias, as medidas de tratamento da anemia, a prevenção das crises hemolítica e das infecções aumenta significativamente a qualidade e o tempo de vida. Alertados a tempo sobre o risco de recorrência da doença na família, os pais podem se beneficiar do aconselhamento genético é/ou diagnóstico pré-natal para uma futura gestação. Importante Ao receber o resultado * Alterado* imediatamente entre em contato com seu pediatra, ou com o IPD-APAE para que a criança possa ser encaminhada ao especialista. O paciente portador de Traço Falcêmicos não é considerado doente, sendo o tratamento indicado é o Aconselhamento Genético Familiar. Dr. Antonio de Almeida Lira Drª Luciene Adami Drª Maria Aparecida o. Botelho Dr. Carlos Augusto O. Botelho Drª Paula Frank Moncada Drª Patrícia Cardoso Portela Drª Cinthia Leone Emiliane

estatística teste do pezinho

Programa de Triagem Neo Natal - MS - Corumbá Consolidação 2006/2009 - Volume de Atendimento Ano Ref Total de Triagens Prev. Triag.* % Atend. Hemoglobinopatias - Triada e Confirmada FAS FAC FS 2006 1.795 2.508 71,6% 45 16 1 2007 1.817 2.508 72,4% 37 17 - 2008 1.802 2.508 71,9% 25 10 - 2009** 403 627 64,3% 4 3 - TOTAL 5.817 8.151 71,4% 111 46 1 RESUMO Total % Cobertura Triagem Realizada 5.817 71,37% * DataSUS - Nascidos Vivos - 2005 Triagem Não Real. 2.334 28,63% ** JAN/MAR Total Previsto 8.151

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ENCONTRO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE A ANEMIA FALCIFORME

Anemia Falciforme é tema de seminário em Corumbá nesta quarta - Saúde - Notícias Saúde : Anemia Falciforme é tema de seminário em Corumbá nesta quarta - 13/05/0948 leituras) --> A Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Promoção da Cidadania, promove hoje, 13 de maio, o primeiro Encontro de Sensibilização sobre Anemia Falciforme. Coordenado pela Gerência de Promoção da Igualdade Racial, em parceira com a Secretaria Executiva de Saúde Pública, o encontro será no auditório do Espaço Educacional, em dois períodos, das 07h às 11h e das 19h às 22 horas. O seminário tem como público alvo universitários e a comunidade em geral. A participação será feita através de inscrição gratuita, que deve ser feita pelos telefones 3907-5437 ou 3234-3504. Durante o encontro serão apresentadas palestras sobre a doença e o perfil epidemiológico da anemia falciforme no município de Corumbá. A iniciativa celebra a passagem do Dia Nacional de Luta Contra o Racismo. A Anemia Falciforme tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se na África, milhões de anos atrás. Protege as pessoas contra malária, doença comum e séria nos países de clima quente. No Brasil estima-se que 3 de cada 100 pessoas são portadoras de traço de Anemia Falciforme e 1 em cada 500 negros brasileiros nasce com uma da doença. A doença Falciforme é doença genética e hereditária, causada por anormalidade de hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-o para os tecidos. Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando a forma de "foice". Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando–os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. Como resultado causa dano ao tecido circunvizinho e provoca dor. O curso da doença é variável. Há doentes que apresentam problemas com mais freqüência e outros têm problemas esporádicos de saúde. Geralmente é durante a segunda metade do primeiro ano de vida de uma criança que aparecem os primeiros sintomas da doença. Exceção é feita nos casos onde o exame de sangue – para detecção da doença – foi realizado já no nascimento ou no berçário. Até atingir a idade escolar é comum a doença se manifestar, é raro isso não ocorrer. A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Traço falciforme significa que a pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. Com informações da Universidade Federal de Viçosa (UFV.br).

13 de maio - dia de conscientização sobre a anemia falciforme